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Comer. Poupar. Amar.

Blog de um casal Lisboeta que almeja ganhar mais, gastar menos e investir melhor.

Disclaimer: os valores que apresentamos são aproximados e baseados no que foi comunicado ao ISS pelas diversas entidades patronais que tivemos ao longo dos anos. Por isso, conta apenas o ordenado base (exclui subsídios e bónus). Vê também o resumo da tua carreira contributiva no site da Segurança Social Directa! 


Então vamos lá! 

"Ele" tem 35 anos, é Engenheiro, tem um mestrado e trabalha como Consultor na área de TI há aproximadamente 9 anos.

"Ela" tem 34 anos, é Gestora, tem um mestrado e trabalha como Consultora na área de TI há aproximadamente 8 anos.




Por duas razões principais: 

  1. Mudamos de entidade empregadora duas vezes, cada um. É triste, mas às vezes a única maneira de ganhar mais é encontrar quem valorize mais as nossas capacidades e nos dê oportunidades de evolução profissional.
  2. Fomos promovidos e/ou recebemos aumentos de salário graças a boas avaliações de desempenho. 

E o que é que aprendemos nestes 8 anos? 

  1. Não se trata de ter um emprego, mas de construir uma carreira a longo prazo.
  2. É normal mudar de empresa quando estagnamos ou não estamos satisfeitos.
  3. Vale sempre a pena negociar e pedir um aumento, quando justificável.
  4. A nossa reputação precede-nos, por isso é importante ser consistentemente competente e cultivar boas relações no trabalho.
  5. Não há mal nenhum em querer mais ou melhor. Ambição não é defeito.
  6. Estamos atentos às competências mais valorizadas no nosso ramo.
  7. É importante falar abertamente de salários, para termos ideia da média. Sites como o Glassdoor são muito bons para esse efeito, embora ainda haja poucos dados Portugueses.
  8. A melhor maneira de conseguir um bom emprego é através de ex-chefes e colegas que nos recomendem.
Em retrospectiva, quando começamos a trabalhar (aos 27/28 anos), não tínhamos ideia de que é possível ganhar mais ao longo dos anos.

Notamos que há em Portugal uma mentalidade retrógrada em relação a mudanças de emprego. Além disso, a ideia de que uma pessoa "ganha bem" ou "ganha muito" não ajuda. 

Às vezes, o principal entrave à nossa evolução são familiares e amigos ...

Nos próximos 5 anos, gostaríamos de duplicar o nosso rendimento actual. No entanto, não pretendemos chegar lá só com salários, mas também através de dividendos, "side hustles" e outros rendimentos, uns mais passivos que outros.

O ideal mesmo é começar um negócio ou  carreira alternativa como freelancer em algo que gostemos, e que possamos continuar quando atingirmos o FI/RE.

Que conselhos temos para quem está a começar agora? 

  1.  Especializa-te e aprende continuamente
  2.  Cria boas relações profissionais
  3.  Investe em networking e na tua imagem
  4.  Constrói um résumé atractivo + LinkedIn
  5.  Não deixes de negociar o salário
  6.  Aprende a comunicar melhor em PT e EN
  7.  Diverte-te
  8.  Encara novos desafios 
  9.  Vai a entrevistas só para praticar
  10.  Começa a investir assim que puderes

Acima de tudo, não te deixes levar pelos que dizem que não é possível ganhar mais. 
Tenta e logo verás! 

                  3/05/2021 No comentários

                   



                  1. Normalmente poupamos 50% do nosso rendimento. No entanto, o confinamento permite algumas poupanças que nos fazem crer que podemos poupar/investir mais 20% que o normal. 

                  2. O facto de termos apanhado COVID-19 em Janeiro fez com que algumas coisas fossem adiadas, e uma delas é o nosso exercício de estabelecer e rever objectivos de vida individuais e a dois (ou três, se contarmos com o Júnior). Para não procrastinar, vamos fazê-lo em Fevereiro.

                  3. O Orçamento Zero é uma previsão anual de receitas, despesas e investimentos. Fazemos no início do ano e revemos continuamente para que desvios possam ser rapidamente identificados e corrigidos.

                  4. Uma vez que decidimos mesmo embarcar na aventura do FI/RE, o cálculo do nosso "número mágico" é um must. Podes ver neste post como o fizemos e copiar gratuitamente a nossa planilha para calculares o teu número FI!

                  5. Neste momento, temos mais de 100.000€ estagnados a não render praticamente nada. Temos que nos sentar e juntar as nossas inteligências para aplicar esse dinheiro de forma que nos renda pelo menos 4% ao ano.

                  6.  Há cerca de 1 ano e 1 mês, demos o primeiro passo para subscrever os nossos PPRs. Entretanto, a vida deu muitas voltas e acabamos por nos esquecer. Este mês vamos finalmente dar esse passo importante.

                  7. Ya, "comer" está no nome deste blog e é porque gostamos muito de o fazer. Ultimamente temos abusado do takeaway porque é conveniente nestes dias cinzentos de teletrabalho com o Júnior em casa. No entanto, estraga-nos os planos de poupança e temos que moderar. Estabelecemos um budget de 100€ e vamos tentar cumpri-lo.

                  Pronto ... esses são os nossos objectivos para o mês de Fevereiro de 2021. E tu? Quais são as tuas prioridades? Diz-nos no Instagram!

                  2/17/2021 No comentários
                  O primeiro grande influencer que mudou a nossa vida. O conhecimento de Jim Rohn (já falecido) sobre desenvolvimento pessoal, estabelecimento de objectivos, gestão de tempo, comunicação e liderança é vasto e beneficiará certamente muitas gerações. 



                  Por incrível que pareça, nunca lemos nenhuma obra dele - apenas o escutamos em audiobooks, palestras e workshops. É muito motivador! 

                  Podíamos falar muito sobre este senhor, mas o melhor é mesmo verem e ouvirem no YouTube. A maioria dos videos está em Inglês, mas há alguns como este que estão legendados ou dublados em Português.  


                  Diz-nos no Instagram o que achas! @comerpouparamar
                  2/16/2021 No comentários
                  Hoje vamos aproveitar o dia dos #Namorados para olhar para o nosso passado, presente e futuro. É pôr o Júnior a dormir, abrir uma garrafa de vinho, pegar num bloco de notas e sonhar. Depois, pôr os pés na terra e planear. Ousar tentar.

                  Ter os nossos objectivos escritos, de preferência à mão, é extremamente importante nesta aventura. Podermos ver a lista, ir marcando e comemorando as conquistas, e ir adicionando ou retirando objectivos consoante a nossa evolução.



                  Um hábito muito saudável 

                  Ela já tinha o hábito de estabelecer objectivos a médio e longo prazo há muitos anos. É bem mais que fazer resoluções de ano novo que se esquecem em semanas ou meses. São linhas orientadoras que nos ajudam a chegar onde achamos que queremos chegar. 

                  E, como os nossos objectivos, desejos e ambições mudam com o tempo, é muito interessante ver as nossas "listas" de 5 ou 10 ou até mesmo 15 anos atrás e não só marcar os objectivos cumpridos mas também reflectir sobre o que mudou e porque é que mudou. 

                  Como é que nós o fazemos?

                  1. Reservamos tempo para conversar num sítio calmo, sem interrupções;

                  2. Numa folha de papel, reflectimos e apontamos pelo menos 5 coisas que já conquistamos juntos. Vale tudo o que considerarmos um desafio superado, por mais insignificante que possa parecer para outras pessoas; 

                  3. Noutra folha, anotamos pelo menos 50 objectivos que gostaríamos de atingir nos próximos 10 anos, sem nenhuma ordem de relevância, prioridade ou complexidade. Alguns deles são individuais, para que o outro saiba e possa ajudar, mas a maioria são em conjunto. Mais uma vez, vale tudo e não pensamos muito sobre a probabilidade de conseguirmos atingir o objectivo - é puro brainstorming;

                  4. O próximo passo é então reflectir sobre as estratégias e metas necessárias para atingir cada objectivo. A estratégia deve ser realista e as metas devem ser mensuráveis e específicas.

                  5. A lista fica guardada num lugar onde a possamos ver de vez em quando. Normalmente, as metas são definidas mensalmente para não perdermos a motivação. 

                  6. Recomendamos vivamente comemorar, ainda que com uma dança parva ou um hi-5, cada vez que atingirem uma meta ou objectivo, porque a viagem (meta) é tão importante quanto o destino (objectivo). 
                  É importante mencionar que este método é inspirado no workshop do Jim Rohn, um dos nossos maiores influenciadores.

                  Alguns dos nossos objectivos a dois

                  • Atingir o FI/RE aos 50 anos de idade ou antes
                  • Fazer amor pelo menos 2x por semana
                  • Viver numa vivenda térrea com quintal
                  • Manter o mesmo automóvel que temos hoje
                  • Ir à Disneyland Paris com o Júnior
                  • Viver temporariamente noutro país
                  • Rentabilizar as nossas poupanças a 4% ou mais
                  • Aprender uma coreografia
                  • Praticar desporto 2x por semana
                  • Ter 2 imóveis alugados com ROI (retorno sobre o investimento) mínimo de 4%



                  E tu? 
                  Partilha connosco no nosso Instagram os teus objectivos individuais ou a dois ;) 


                    2/14/2021 No comentários

                    Uma das coisas mais importantes quando decidimos ser financeiramente independentes livres é perceber quanto é precisamos para tal: é o chamado número FI (Financial Independence).

                    Como falamos Português, achamos mais piada chamar-lhe o número IF (Independência Financeira), embora o mais correcto fosse LF (Liberdade Financeira). Liberdade e independência não são sinónimos, mas deixemos a semântica de lado.

                    Há muitos factores que podem fazer com que não atinjamos o nosso objectivo de reforma aos 50 anos, pois a vida não é um processo linear e imprevistos acontecem. Coisas más não acontecem só aos outros. Ainda assim, achamos que vale totalmente a pena tentar. 

                    Então como calculamos o nosso "número mágico"? 

                    Vamos explicar abaixo passo-a-passo, mas também podes aceder à planilha (Google Sheets) através deste link: http://bit.ly/comerpouparamar. É 100% gratuito!

                    1. Identifica a tua média de despesas mensais.
                      Ao invés de usarmos a nossa média mensal actual, vamos assumir um valor mais alto para sermos mais conservadores.

                    2. Multiplica por 12 para obteres a tua média de despesas anuais.

                    3. Identifica a taxa de rentabilidade média que consegues obter com os teus investimentos.
                      Como queremos ser realistas, vamos assumir uma taxa de 4% ao ano porque pretendemos investir a maioria do nosso capital em imobiliário. A calculadora que usamos é a da ArrowPlus, uma empresa que, por sinal, tem excelente conteúdo online e sobretudo no Youtube. 

                    4. Divide a tua média de despesas anuais pela tua taxa de rentabilidade média esperada.
                      Et voilá! Eis o montante que precisas investir para poderes ser financeiramente livre!
                    Cenário 1Cenário 2Cenário 3Cenário 4Cenário 5Cenário 6
                    1Média de despesas mensais€1,500.00€1,500.00€2,000.00€2,000.00€2,500.00€2,500.00
                    2Média de despesas anuais€18,000.00€18,000.00€24,000.00€24,000.00€30,000.00€30,000.00
                    3Rentabilidade anual média3%4%3%4%3%4%
                    4Número IF€600,000.00€450,000.00€800,000.00€600,000.00€1,000,000.00€750,000.00


                    A tabela acima representa alguns dos cenários que avaliamos. Como podes ver: 

                    - Quanto mais conseguires rentabilizar os teus investimentos, menor será o capital que precisarás acumular e investir. No entanto, a economia tem oscilado bastante, por isso recomendamos que sejas pessimista. Se as coisas correrem melhor, tudo bem!

                    - Quanto menos precisares para viver bem, melhor!

                    Qual é o cenário que escolhemos? Para já, o nº 4. 

                    O nosso número IF é 600.000€
                    O nosso "número mágico"


                    A segunda parte do exercício é descobrir quanto tempo nos falta até atingirmos esse "número mágico". Para tal:

                    A. Subtrai o montante que já tens poupado e/ou investido do teu "número mágico".
                    B. Divide o resultado pelo valor total médio que consegues poupar anualmente.

                    Cenário 1Cenário 2Cenário 3Cenário 4Cenário 5Cenário 6
                    1Média de despesas mensais€1,500.00€1,500.00€2,000.00€2,000.00€2,500.00€2,500.00
                    2Média de despesas anuais€18,000.00€18,000.00€24,000.00€24,000.00€30,000.00€30,000.00
                    3Rentabilidade anual média3%4%3%4%3%4%
                    4Número IF€600,000.00€450,000.00€800,000.00€600,000.00€1,000,000.00€750,000.00
                    APoupança acumulada€110,000.00€110,000.00€110,000.00€110,000.00€110,000.00€110,000.00
                    BMédia poupança anual350003500035000350003500035000
                    Número de anos até ao FI141020142518

                    Então, no cenário que escolhemos, precisamos de 14 anos para atingir a liberdade financeira. 



                    Realista? Talvez. 
                    Só saberemos se tentarmos. 

                    Para nós, significa que temos 14 anos para continuar a poupar o máximo possível, aprender a ganhar mais dinheiro e a investir melhor, de modo a obter pelo menos 4% de rentabilidade anual. Só esta informação já é util para nos orientar.

                    E tu? Qual é o teu número FI e quantos anos precisas para lá chegar? 
                    Quais os desafios que antevês? 

                    Aqui está um artigo interessante (en Inglês), que nos ajudou a definir melhor o nosso plano.


                    2/06/2021 1 comentários

                    Parece que, não importa o que façamos, haverá sempre uma lista infinita de coisas para arrumar, limpar, pagar, comprar, agendar e tratar. Ao longo dos anos, temos experimentado algumas estratégias e gostaríamos de partilhar contigo as que têm funcionado.

                    Antes disso, façamos uma pequena viagem no tempo.

                    Janeiro de 2015

                    Quando nos mudamos para o nosso apartamento (T2), o que mais tínhamos era espaço. O minimalismo não foi propositado, apenas não tínhamos dinheiro para comprar todos os móveis de uma vez e não nos queríamos endividar. Por isso, a única abordagem possível era ir comprando só o que precisávamos, ganhando também tempo para ir aprendendo o que gostamos e o que tem mesmo qualidade. Estávamos a começar a nossa vida a dois e, apesar de nem tudo ser novo, era tudo novidade. 

                    Janeiro de 2020

                    A quantidade de coisas multiplicou-se e metade do que temos não é usado. Na verdade, não já gostamos de metade das coisas que nos rodeiam. Temos brinquedos por todo o lado. Temos roupa a mais, sapatos a mais, acessórios mais. Já não há espaço para mais. Já percebemos que assim não faz sentido. Descobrimos a Marie Kondo, o Minimalismo e várias pessoas com as mesmas dores. 

                    Janeiro de 2021

                    As coisas já estão um pouco melhor, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Ainda temos imensa coisa para doar, mas o processo nem sempre é fácil devido ao apego emocional que inconscientemente se instala. 

                    O que é que aprendemos até agora?



                    Eis a lista das 7 principais estratégias que têm funcionado para nós:

                    1. Evitamos comprar mais coisas

                    A começar por roupa, sapatos, acessórios, decoração e todas aquelas coisas que levamos para casa porque são tão giras ou estão com desconto. Sabem qual é maior desconto possível? 100%, que equivale a não comprar. 

                    Nem sempre é fácil, mas rapidamente nos habituamos a questionar se realmente vamos usar, se realmente gostamos, se vale o preço da etiqueta, se vai ser mais uma coisa que vamos ter que arranjar sítio para guardar só para ficar meses sem ver, e continuar a usar o que já temos, gostamos e usamos anyway.

                    É absurda a quantidade de roupas, sapatos e acessórios que temos a ganhar pó, só para eventualmente usarmos 1 ou 2 vezes. Há várias técnicas para identificar o que realmente usamos, e isso ajuda-nos a saber o que realmente gostamos. 

                    2. Doamos o que já não precisamos

                    Uma coisa é não acumular mais coisas inúteis a partir de um certo momento. Outra coisa, bastante diferente, é nos livrarmos daquilo que já acumulamos até então. O apego emocional às vezes é lixado.

                    Em 2020, tínhamos a arrecadação a abarrotar de coisas - mobília antiga do quarto do Júnior, carrinho de bebé, roupas, brinquedos, decoração ... Cenas que não usamos nem vamos usar mais. Apesar de frequentemente ponderarmos ter mais uma criança, decidimos doar quase tudo a um casal conhecido. E soube muito bem! 

                    3. Partilhamos um email e calendário

                    Além dos nossos endereços de email privados (individuais), criamos há alguns anos um email comum, para onde vai toda a correspondência que ambos têm que aceder. Da mesma forma, criamos um calendário da Google que partilhamos para gerir tudo o que requer o envolvimento dos dois. Consultas, reuniões na escola, visitas, convívios, actividades em família.... Fica tudo acessível no telemóvel com lembretes automáticos.

                    Nestes tempos de pandemia em que volta e meia temos o Júnior em casa enquanto trabalhamos, é bastante útil comunicarmos e nos organizarmos para saber das reuniões críticas que cada um tem, de modo que o outro possa garantir que há o mínimo de interrupções possível.

                    4. Digitalizamos o máximo possível

                    Transformação digital não é só para as empresas.

                    Contas fixas? Débito directo. Preferimos pagar o condomínio em 1 ou 2 tranches por ano, assim temos menos recibos para arquivar. IMI e seguro? Agendamos logo que recebemos os papéis. 

                    Falando em papéis, temos feito um esforço para:

                    - Fotografar a informação temporariamente relevante para que fique no telemóvel e acessível aos dois através do Google Photos;

                    - Digitalizar os documentos realmente importantes e arquivar na Drive e/ou no disco externo;

                    - Arquivar de forma segura os originais;

                    - Sempre que possível, obter apenas facturas e recibos online;

                    - Rasgar e por lixo tudo o que não interessa.

                    Quanto menos papel, melhor. E um dia vamos ter que fazer algo em relação aos Gigas que se acumulam e também custam...mas disso falaremos noutro dia.

                    5. Dividimos as tarefas 

                    Um dia farei um post sobre a dita "divisão natural de tarefas". Não é que ainda não nos chateemos de vez em quando à conta de quem faz o quê, mas com o passar dos anos, estamos a aprender que há tarefas que são mais intuitivas ou mais fáceis para um do que para o outro. Mais uma vez, é preciso comunicar. Quando determinamos quem faz o quê, o objectivo não é dividir 50-50. É evitar que um dos dois fique sobrecarregado.

                    6. Temos uma conta bancária conjunta

                    Já tivemos duas, em instituições diferentes, em que nos tornamos co-titulares. No entanto, em 2019, decidimos que não fazia sentido estar a pagar comissões em 2 bancos e por isso fechamos uma das contas. 

                    Os nossos salários e poupanças estão nessa conta. Entretanto, também temos uma conta na Moey, duas contas Revolut e uma conta Degiro. Como estas não cobram comissões e são usadas para fins específicos, achamos que para já está OK.


                    7. Encaramos isto como um processo de aprendizagem e melhoria contínua

                    Ainda temos muito que aprender e melhorar. Muito que errar, também.

                    Quando olho à minha volta cá em casa, vejo muitas coisas que não me fazem particularmente feliz. Doesn't spark joy.

                    Então, vamos aos poucos nos libertar delas e aprender a viver com menos e melhor.

                    E tu? O que é que fazes para tornar a tua vida mais simples?





                    2/06/2021 No comentários
                    Sinto-me triste cada vez que ouço alguém dizer que um salário de 1000 € (mil Euros) é bom. Não porta se bruto ou líquido. Claro que depende de muitos factores, mas normalmente quem diz isso não acredita que possa ganhar muito mais.



                    O meu primeiro salário em Portugal foi de aproximadamente 740 Euros líquidos em 2013, quando comecei a trabalhar em consultoria. Fiz as contas e fiquei a bater mal durante muitos dias ao perceber que ganhava pouco mais de 4 Euros por hora. Convenci-me que era uma fase de aprendizagem e ramp-up, e estava certa. 

                    Depois de promoções, aumentos e 2 mudanças de entidade empregadora, o meu salário triplicou em 6 anos. As minhas funções também são mais exigentes, é claro. Esse pacote traz muito mais stress, o que às vezes me leva a questionar se vale mesmo a pena. Chego sempre à conclusão que sim, e que tenho é que aprender a gerir melhor o stress e eliminá-lo sempre que possível.

                    Quando penso no salário ideal, já não penso mais num valor no meu recibo de vencimento. Percebi que não é uma questão de salário, e sim de rendimento:
                    - Qual é o rendimento líquido total que eu e o meu marido conseguimos obter em 30 dias? 

                    Isso engloba o salário que nos é pago pelo trabalho por conta de outrem, mas também os biscates ("side hustles") que consigamos fazer e os dividendos ou rendas que consigamos receber de investimentos.

                    Aí, a coisa muda de figura, pois o foco já não é só no trabalho das 9 às 18, mas em fazer com eficiência esse trabalho para ter tempo, energia e boa disposição para cuidar de nós e da família e ainda ganhar mais algum à noite, ao invés de passar o tempo todo a ver séries ou a fazer scroll e likes nas redes sociais.

                    Assim sendo, um dos nossos objectivos para 2021 é conseguir alguns biscates online que sejam divertidos e interessantes, sem compromisso, que nos permitam desenvolver habilidades diferentes das que usamos no nosso emprego e aumentar o nosso rendimento mensal em pelo menos 5%, para começar. 

                    Além disso, estamos a aprender a investir no mercado mobiliário e à procura de um bom negócio imobiliário onde possamos aplicar parte das nossas poupanças.

                    Vamos ver o que é que conseguimos realizar até Abril. 
                    10/25/2020 1 comentários
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